A história doce


Agora em novo endereço: http://amandademetrio.wordpress.com/

Escrito por Amandinha às 05h53
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Ela estava apaixonada, bastante, talvez mais do que deveria. E aquilo colocara todos os seus sentimentos em confronto. Em algumas noites, tinha raiva do que sentia, da falta de controle. Ela tinha passado um ano sendo treinada para não sentir, porque aquilo já tinha machucado demais...

 

Chorar só de noite, quieta, pra que ninguém enxergasse a fragilidade daquela fase. E foi tudo se anestesiando mesmo, menos no seu calcanhar. Ela tinha um calcanhar de Aquiles forte, que aos poucos foi sendo atingido pela anestesia geral...

 

O seu calcanhar tinha sido o centro da sua vida por quase cinco anos, mais do que justo que fosse realmente uma parte sensível. De tudo o que tinha acontecido nos últimos anos, ele era a certeza de um final bem Cinderela... Sempre fora, até que o castelo se ruiu.

 

E quem acredita? Não havia fotos das ruínas do castelo! Mas o tempo foi passado e ela percebeu o quanto aquele calcanhar não era mais seu. E, numa operação cirúrgica do pé que doeu no coração, a moça se livrou do calcanhar... Mas como doeu. Pelo extremismo também. Onde já se viu arrancar uma parte do seu corpo assim? Mas ele tinha que ir...

 

Hoje um novo calcanhar cresce no lugar daquele (seria a moça uma lagarta?), sem essa de ser baseado em apenas uma pessoa – porque seus sonhos não podem depender de uma pessoa. Ele tá meio fraco ainda, mas nada que os anos de caminhada não endureçam!

 

Esse novo calcanhar coloca todas as suas inseguranças em choque. Ela tem que, vez ou outra, fingir que confia no seu taco... Mas é bom brincar de confiança, pra variar um pouco da mesmisse!



Escrito por Amandinha às 17h00
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Naquela manhã, tudo que fora sempre pregado estava jogado no chão. Junto com as roupas de marca que as moças tanto gostavam. Um riso de sadismo encheu o olhar de uma delas, ao ver sua teoria ser comprovada.

 

Não só não viviam o que pregavam, como o deixavam de viver por vaidade, por vontades vindas do ego. Foi engraçado, pra moça que sabia que era tudo muito grande e bonito pra ser verdade. Mas foi triste, também, porque ela ainda acreditava na fé dos outros... pelo menos na daquelas pessoas...



Escrito por Amandinha às 16h49
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Texto feito faz uns meses...

Numa conversa hoje, eu disse que só aprendia na porrada, mas que tinha mudado muito. Me deu vontade de escrever sobre isso.

 

Por que eu não faço as coisas da escola com antecedência? Porque ninguém nunca me puxou o suficiente, sempre dei um jeito. Coisas escolares sempre me deram prazer, mas são coisas secundárias.

 

Então o que é que me tira desta inércia? A paixão. A paixão por uma coisa que foi muito difícil de conseguir faz com que eu queira aproveitar cada segundo. É nesta hora que eu me ofereço para fazer coisas e quase chego a me encaixar na horrível expressão: pró-ativo. Não é pro-atividade, é paixão. É que tem coisas que colocam sangue nos meus olhos – muito poucas coisas.

 

Outra inércia que eu estou saindo é em relação às amizades. Antes de perder a pessoa mais importante do mundo, eu achava que todos eram substituíveis. Sabe, achava que eram todos bonequinhos, que iam se trocando na minha frente ao longo da vida...

 

Mas doeu demais perder alguém, doeu demais ver que ninguém ia entrar no lugar, que ia ficar vazio – e o vazio machuca. A ausência faz com que as paredes dos sentimentos se apertem, se forma uma ferida (todas as paredes exprimidas, tentando se preencher), uma cicatriz, e ali continua... Cada dia eu aprendo mais a conviver com ela. Tem dia que machuca, quando o vazio se faz presente. Mas quando as paredes conseguem se apertar o suficiente eu nem sinto mais... Doeu tanto que não dói mais, anestesiou.

 

Mas valeu a pena. Valeu porque hoje eu sei que cada amigo meu é tão, mas tão, especial que eu não posso fazer merda. Eu sei que eu tenho que cuidar deles, porque são únicos... e se um dia eles se forem, vou ter que conviver com mais vazios que tentam se preencher involuntariamente.

 

E eu odiei este texto.



Escrito por Amandinha às 02h26
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Não vou mais fazer as matérias obrigatórias dos sentimentos. Eu quero fazer as optativas, gostar de quem eu gosto e não de quem eu deveria gostar. Escolher, sem alguma obrigação pesando sobre as decisões.

 

Escolher o que me faz bem e não o que as pessoas acham que pode me fazer bem. Escolher por mim e não por mais ninguém...



Escrito por Amandinha às 02h23
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Voando com o pé no chão. Será que eu consigo? Não sei de nada. Lá atrás tem um buraco preto, um passo nesta direção e eu caio. Na frente o caminho não ta definido e eu não tenho segurança pra definir. Tenho que voar, na ponta do pé, sem cair pra trás, andando na corda bamba, sem parar pra pensar...



Escrito por Amandinha às 23h57
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Idéias fixas

Perdoem a expressão, mas vou gorfar através destas palavras.

 

Hoje eu estava com vontade de falar sobre aquele assunto do qual não me permito falar pelo meu bem. Meu bem ou minhas vontades? O eterno dilema. Tá, e seu eu quiser falar, vou falar o quê? Que não incomoda mais, mas eu queria que incomodasse porque não quero novidades? Que eu sinto falta da pessoa, mas só disso? Que já machucou tanto que agora qualquer batidinha eu não sinto? Não tem mais muito o que falar...

 

Mas eu queria ter, não gosto de sentimentos novos, de pessoas novas ocupando lugares que supostamente pertencem a uma única pessoa pra sempre. Sou toda metida a ser moderninha, mas como eu gosto da segurança do velho e conhecido. Pena que não faz mais sentido...

 

A Amandinha de 16 anos sempre vai ter um principezinho, mas a de 19 não quer muito isso. To ficando velha, pragmática, chata e reclamona – e saudosa dos tempos em que um cabelinho arrepiado e uma guitarra eram suficientes.

 

Bons tempos em que o padrão Amanda de beleza era uma casca, não precisava ter nada dentro – eu não tinha nada dentro de mim também. Bons tempos aqueles em que eu podia ficar horas dissertando sobre as novelas e os acontecimentos das celebridades – não que eu tenha perdido o hábito, perdi toda aquela habilidade, o modus operandi... hauahuaa. Odeio querer conversar sobre coisas consideradas cult, odeio mesmo! Porque, gente cult é nojenta, e muito superior.

 

Mas esta saudade vale a pena por causa de uma palavra: liberdade – essa merda de idéia fixa que eu sempre tive. Essa idéia que me fez correr atrás dos meios pra se concretizar, essa coisa que bate na minha cabeça desde a fatídica 8a série (hauahuahau)...

 

Essa palavra que reduz qualquer ideologia que eu tenha, ou possa vir a ter. To cansada de ser apaixonada por isso - paixão é uma coisa inexplicável, e que cansa...



Escrito por Amandinha às 23h12
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Respeito e amor não se compram...

Pelo menos os meus são bem caros!



Escrito por Amandinha às 00h50
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(não revisei a gramática... convivam com isto!)

Respeito. Um sentimento almejado por muitos, e adquirido de diversas maneiras. Uma das piores maneiras de se tentar obter isso é através do medo. De que adianta um respeito que vem de um sentimento desconfortável como o medo?

É tão mais legal aquele respeito pelos prédios, ou pelas pessoas-prédios. Sabe, aquelas pessoas que construíram sua história e seu caráter. Isto sim é respeito, com "r" maiúsculo. E isso é uma coisa que quero passar pros meus filhos...

Fico meio triste de algumas pessoas optarem pela primeira opção. Machuca. Mas as diferenças são assim mesmo, dói de começo, mas que graça teria sem... Nem esse texto e esse desconforto existiram!

Hoje em dia eu fico quieta, abaixo a cabeça, sem questionar... Só por amor mesmo! O problema é que minha capacidade de abaixar a cabeça se esgota rápido...



Escrito por Amandinha às 23h18
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"Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz."

Teatro Mágico



Escrito por Amandinha às 13h20
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Andei pensando, cheguei a      uma conclusão. Eu e você

somos duas almas muito s       ozinhas, separadas e caren

tes. Muito mesmo, deste t        ipo só tem duas no mundo.

Eu e você. E fomos como b       olinhas de gude, nos bate

mos – e por um momento        fomos completos – mas to

da a falta e a insegurança,         característica das almas so

zinhas, fez com que nos jô        gássemos pra longe. Almas

sozinhas estão sempre car        regadas, amor, ódio, imatur

idade... Mas por que raios         foi se alojar em duas crianç

as imaturas? Estas almas          são carentes, não agüentam

ficar sozinhas. Se encontr         aram uma vez, foram felizes,

mais foi muito – muito tu         do, amor, ódio, felicidade e tr

isteza – e machucou muit         o. Acho que a chavinha e o ca

deado do coração acabara         m se danificando um pouco.

Bateu e foi pra bem longe,        ver se acha outra alma solitá

ria por ai. Mal sabíamos n         ós, que somos apenas nós dois

 no mundo. Duas almas so         zinhas demais para conseguir

em ficar juntas. E agora d          oidas demais para se jogarem

no mundo de novo. Não m         e conforta saber da nossa natu

reza. De que somos duas c          riaturas sozinhas, por nature

za. Me conforta saber que          um dia nós até pensamos que

não seríamos mais assim,           mas não adianta negar a

natureza.

 

As duas almas sozinhas seguem agora separadas... Respeitando sua natureza solitária.

 

O texto separado ficou feio, mas fazia mais sentido.



Escrito por Amandinha às 19h40
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O amor acaba?

Uma vez o Marcelo Rubens Paiva publicou em sua coluna no Estadão (ou na Folha?) um texto questionando o fim do amor. Muito bom o texto, leve, gostoso de ler. Mas aqui neste espaço pequeno eu vou discordar um pouco dele.

 

Ele dá a entender que o amor não acaba com o tempo. É verdade, o amor não acaba... São as pessoas que mudam. O sentimento continua o mesmo, mas fica sem destino. Antes o amor ia direto naquele alvo, e agora? O alvo está deformado, então o amor fica vagando confuso. O amor deve ter insônia, coitado!

 

E vagueando assim, a flechinha tenta atingir o lugar antigo muitas vezes seguidas. Mas não encaixa, não cola. Era tão bom quando colava mas, e agora? O amor tenta se jogar em outros alvos, por momentos pensa que se encaixou de novo... Mas no fim, aquele encaixe perfeito não se repete. O amor não acaba, as pessoas acabam. As pessoas são apenas sistemas biológicos, o amor é mais, ele é sentimento, ele dá sentido ao sistema biológico burro que somos.

 

As pessoas acabam, as pessoas mudam. Isso machuca bastante, ter o seu amor vagueando sem destino, machuca. Ninguém gosta de estar perdido, mas acontece. E que meu amor fique vagueando meio triste, mas sem a incerteza de não se encaixar direito. Com a certeza de estar perdido, “em paz, sozinho”.



Escrito por Amandinha às 01h20
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Ontem fui no Teatro Mágico, foi lindo, poesia, tudo o que a vida devia ser. Aquelas pessoas colocam em palavras o que eu não consigo. Não sou poeta, muito menos jornalista. Sou um ser humano cheio de aflições e nós a serem desatados. E é incrível como dar nome aos sentimentos alivia as coisas...

 

Foi lindo, pensei em muita gente. Me escondi e me mostrei nas músicas que eles cantaram. Aquilo realmente não é um show, é uma experiência. Uns fumam maconha, outros ouvem Teatro Mágico e atingem um nível de clareza muito gostoso.  A clareza passa depois, óbvio. Amanda sem confusão seria estranhíssimo! Mas por um momento estava tudo claro, é bom pra ter um guia.

 

(To escrevendo demais com este negócio de aniversário... huahaua)



Escrito por Amandinha às 01h12
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Aniversário lindo por demais!

Achei que minha passada do dia 28 pro dia 29 deste ano ia ser triste. Não foi, inesperadamente e de verdade. Porque eu achei minha casa, achei minha vida, achei ao que pertencer... Amo tanto isso, que algumas coisas ficam pequenas. Na verdade acho que isso que eu to sentido e muita gratidão. Obrigada por estar ali sempre e me ouvir (contando milhares de vezes a mesma história), obrigado por serem os primeiros a dizer que eu não preciso ser perfeita, obrigada por cada balada, cada abraço de urso, cada quetinho que vocês colocaram no meu coração...

 

Meu aniversário tá quentido, e isso tem uma razão. Vocês viraram minha razão... O importante é o coração quentinho! Amanhã de manhã, o bem-te-vi vai cantar de novo – como ele faz há 19 anos – e eu não vou querer chorar, vou só querer que nada mude, que o mundo pare... e me deixe aproveitar essas pessoas lindas, que eu nem mereço, mas vou aproveitar até o fim...

 

Foi o fim de uma trilogia, e o começo de uma vida...



Escrito por Amandinha às 01h07
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Dilemas de uma patricinha diante da realidade

De novo, uma criança tentou me assaltar em São Paulo. Eu tava de carro, pude sair do lugar, mas minha perna ficou mole. E, de novo, eu fiquei daquele jeito. Fiquei do jeito que as pessoas que eu mais critico são. Isso me deixa brava, mas naquela hora eu quis mudar o mundo...

 

Fiquei horas tentando me convencer que eu não tinha culpa de ter tudo o que eu preciso, e muito mais. Uma vez eu chorei por causa disso, mas é tão idiota e parece tão artificial que eu não quero mais! Ai eu fiquei pensando que queria mudar aquilo, queria igualdade, blá blá blá... Isso mesmo, o “Blá blá blá” que eu critico muito nas pessoas. Parei, pensei, não vou ser dessas que só fala. Vai, Amanda, o que você pode fazer efetivamente, mexa sua bunda gorda!

 

Pensei de tudo, desde ONG´s até ir lá e falar pro menino que eu era repórter e podia tentar ajudar ele (Amanda achando que tem poder...). Mas vocês sabem, a gente vai pensando e a avalanche do dia-a-dia volta. Tenho que pensar no meu umbigo, pra manter ele ali. Dilema egoísta do caramba, pesos na consciência... Eu to tentando, conseguindo até. Mas é foda, como diria meu primo “É foda e ninguém se incomoda”. Eu me incomodo, mas não o suficiente... Me sinto um lixo humano nestas horas, mas um lixo de mãos atadas e sem força (e vontade suficiente) pra se soltar.



Escrito por Amandinha às 01h06
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E lá estava eu, sentada numa igreja, aquela de nome comprido a "católica apostólica romana"! No teto, alguns erros históricos que a nerd aqui não pode evitar de encontrar: tinta azul na época de cristo? Tinha vermelha na época de cristo?

 

Enfim, contive meus instintos nerds e fui refletir sobre tudo aquilo, muito dinheiro gasto (segundo meus primos “mais de 15 mil um casamento pequeno!”), muita gente movida pra um mesmo lugar, um ritual, imagens, tudo gritando e um padre metido a engraçado lá na frente.

 

Sabe aquele padre que faz piadinhas? Sim, sim... E ainda tentava citar filósofos - frisando “e este nem era teólogo”! Muito importante, pessoas!

 

Enfim, em outro impulso nerd eu fui pensar na origem de tudo aquilo, todo aquele castelo tinha sido construído em torno de um só sentimento humano o “medo”. Algum pensador já deve ter dito isto, mas as pessoas se ligam em algumas coisas que lhes propõem certezas pelo medo, por não saber o que será do amanhã!

 

Imagina então uma igreja como a católica! Que coloca milhares de certezas inquestionáveis na sua frente. “Felizes são os que temem a Deus” disse a velhinha no pupto, felizes? São mesmo felizes aqueles que trocaram um medo pelo outro?

 

E o medo, aquele que a gente tenta esconder de todo mundo, moveu tudo aquilo! Construiu uma igreja, “capacitou” (não sabia que verbo cabia aqui) padres, trouxe músicos e mais de 60 pessoas... Por que originalmente um cara “xis” teve medo e resolveu se segurar em outro, o ypslon (o mais “espertinho”), e eles fizeram a Igreja Católica...

 

No fim da noite o resultado do julgamento foi o seguinte: “A Amanda é católica...” dito pelo meu pai - seguido por uma risadinha irônica devidamente preparada pela minha pessoa.



Escrito por Amandinha às 02h41
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Letras comentadas (ou que não exigem comentários)

Bidê Ou Balde - Mesmo Que Mude 
Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Para conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que 

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou



Escrito por Amandinha às 05h17
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Digitalização de textos antigos

19/07/2004 2:28 a.m.

 

A gente tá crescendo e tem gente entrando no meio da nossa amizade. E tenho a sensação de que nunca mais vai ser só nós dois! Odeio não ter você só pra mim, não gosto de te dividir... As coisas estão mudando e tomando um rumo que eu não sei onde vai chegar! Eu to tão confusa, assustada, com raiva, feliz, com medo, principalmente medo...

 

Medo de estar te amando de um jeito que eu nunca amei! Não sei se é saudade, ou uma tentativa de te ter de novo... To com medo de te perder se eu realmente te amar. Não quero estragar tudo!Tanta coisa acontecendo aqui e você ai longe de mim.

 

Eu to dando mais valor pras pessoas também, incluindo você! (partes MUITO censuradas! Hauahua).

 

Não sei, usaram meu passado pra eu ter vergonha dele, mas mal sabem eles o quanto o que passou é sagrado.

 

(agora a caixa “textos da Amanda” está devidamente no lixo)



Escrito por Amandinha às 04h27
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Digitalização de textos antigos

15/07/2004 – 2:30 a.m.

 

Estava eu aqui, pensando em tudo. Tudo não é mais você, mas ainda assim parece que você faz parte. Ah! Você sempre fará parte! Eu nem estava pensando em você, na nossa história, agora eu tenho que fazer força pra lembrar! As lágrimas já nem caem mais, estão todas cansadas, cansadas de cair por nada, de existir por existir.

 

No começo era o tempo todo, mas este mesmo tempo me fortalece, amadurece e parece até que endurece a lágrima,e ela, cansada de não ter objetivos, apenas para de cair. Parece que o nosso amor foi como uma lágrima, mais uma lágrima no meio do choro da vida. É certo que é aquele lágrima maiorzinha, aquela que demorou pra cair, aquela que doeu pra enxugar. Mas eu nem estava pensando em você, ou em qualquer lágrima ou coisa do tipo.

 

Pensava em algum improvável amor que bate no meu coração, tentando amolecer o que a vida endureceu. Como poderia dar certo se os conceitos são os seus? Como eu poderia achar um outro como você? Ás vezes eu penso que não deveria ter amado tanto, vivido tanto, sentido tanto, rido e chorado tanto. Mas como eu posso me arrepender de ter sido feliz? Só a falta de alguém exatamente como você do meu lado, alguém que realmente me sinta e me complete. Tá tudo tão estranho! Me acho superficial com as pessoas, eu não sinto real sinceridade.

 

Te perdi! Mas acho que perdi mais um companheiro, alguém que algum dia conseguiu me entender, e conhecer de uma vez por todas a “Amanda”.

 

Já não te amo mais! Mas sabe o que dói? Brincar com as nossas memórias, coisa só nossa, sagrada pra mim, me dói alguém falar que te ama “mto mto mto”! Devíamos ter posto isto num cofrinho e jogado no mar...

 

(editado friamente)



Escrito por Amandinha às 04h14
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Digitalização de textos antigos

Porque eu estou jogando os caderninhos fora...

 

17/10/2004 – 0:56 a.m.

 

Estou aqui de novo, ouvindo música e querendo escrever. Não sei... Eu queria querer escrever agora, vou falar dos meus sonhos. Eu tenho a maior vontade de mudar o que eu não acho certo. Isto é bom até certo ponto, né? Porque fica meio ditatorial e se uniformizar tudo não dá certo! Eu queria que as pessoas lessem meus textos e parassem pra pensar que a gente é ser humano, que ninguém é 100% perfeito, até aqueles que eu odeio choram (e quando alguém chora, pressupõe-se que ele esteja bastante triste). Ninguém é de todo mal!

 

Quero ser jornalista, fazer trabalho social e ter uma família (beeem grande!) Quero ser perfeita e não consigo fugir disto e me esforço muito pra ser perfeita. As vezes isso me sufoca, porque eu não sou perfeita!

 

Tópicos do “texto-terapia” (com os nomes mudados, óbvio!):

 

-%$#&*: Sabe, to com dó de você cara! Eu queria ser sua amiga, não quero que você estrague sua vida. Você estava certo sobre o XXX, eu nasci pra ele e ele nasceu pra mim, E talvez um dia ele leia isso e meus outros textos, talvez não goste... escrevi muito sobre você. Mas foi pra me apoiar pra eu levantar de novo! Mas com o XXX é diferente, o nosso amor é embasado em algo: na amizade! Você era bonito demais, lindo, e eu não sou tudo isto. Eu realmente acho que você precisa de ajuda, mas pelo jeito eu não posso fazer nada. Então vou deixar sinais, fica de você se vai interpretá-los, ou não. Pare de magoar as pessoas!

 

-Ami (nome de verdade! Hauaha): Poxa cara, você tem um futuro muito foda pela frente! Foda em todos os sentidos: muito bom e muito difícil. Você é brilhante! Sensata pra caramba, mas você é insegura demais. Você tem que se formar numa base sólida: VOCÊ MESMA! Sabe, construir uma Ami com conceitos e ideologias claras, e deve confiar nesta Ami.

 

-XXX: Te deixei por último, porque você está num lugar especial em mim. Cada vez mais, né? O nosso amor é natural, sabe? Quase óbvio, e eu nunca tinha visto. É bom te olhar mais. Amor é uma casa que tem que ser construída, quando vem pré-montada é mais fácil de cair. A gente construiu tudo, e isso dá segurança. Mas onde há muito amor há muito medo, de perder.

 

(texto sincero, escrito previamente chorando. Friamente editado!)



Escrito por Amandinha às 04h00
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