A história doce


Andei pensando, cheguei a      uma conclusão. Eu e você

somos duas almas muito s       ozinhas, separadas e caren

tes. Muito mesmo, deste t        ipo só tem duas no mundo.

Eu e você. E fomos como b       olinhas de gude, nos bate

mos – e por um momento        fomos completos – mas to

da a falta e a insegurança,         característica das almas so

zinhas, fez com que nos jô        gássemos pra longe. Almas

sozinhas estão sempre car        regadas, amor, ódio, imatur

idade... Mas por que raios         foi se alojar em duas crianç

as imaturas? Estas almas          são carentes, não agüentam

ficar sozinhas. Se encontr         aram uma vez, foram felizes,

mais foi muito – muito tu         do, amor, ódio, felicidade e tr

isteza – e machucou muit         o. Acho que a chavinha e o ca

deado do coração acabara         m se danificando um pouco.

Bateu e foi pra bem longe,        ver se acha outra alma solitá

ria por ai. Mal sabíamos n         ós, que somos apenas nós dois

 no mundo. Duas almas so         zinhas demais para conseguir

em ficar juntas. E agora d          oidas demais para se jogarem

no mundo de novo. Não m         e conforta saber da nossa natu

reza. De que somos duas c          riaturas sozinhas, por nature

za. Me conforta saber que          um dia nós até pensamos que

não seríamos mais assim,           mas não adianta negar a

natureza.

 

As duas almas sozinhas seguem agora separadas... Respeitando sua natureza solitária.

 

O texto separado ficou feio, mas fazia mais sentido.



Escrito por Amandinha às 19h40
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O amor acaba?

Uma vez o Marcelo Rubens Paiva publicou em sua coluna no Estadão (ou na Folha?) um texto questionando o fim do amor. Muito bom o texto, leve, gostoso de ler. Mas aqui neste espaço pequeno eu vou discordar um pouco dele.

 

Ele dá a entender que o amor não acaba com o tempo. É verdade, o amor não acaba... São as pessoas que mudam. O sentimento continua o mesmo, mas fica sem destino. Antes o amor ia direto naquele alvo, e agora? O alvo está deformado, então o amor fica vagando confuso. O amor deve ter insônia, coitado!

 

E vagueando assim, a flechinha tenta atingir o lugar antigo muitas vezes seguidas. Mas não encaixa, não cola. Era tão bom quando colava mas, e agora? O amor tenta se jogar em outros alvos, por momentos pensa que se encaixou de novo... Mas no fim, aquele encaixe perfeito não se repete. O amor não acaba, as pessoas acabam. As pessoas são apenas sistemas biológicos, o amor é mais, ele é sentimento, ele dá sentido ao sistema biológico burro que somos.

 

As pessoas acabam, as pessoas mudam. Isso machuca bastante, ter o seu amor vagueando sem destino, machuca. Ninguém gosta de estar perdido, mas acontece. E que meu amor fique vagueando meio triste, mas sem a incerteza de não se encaixar direito. Com a certeza de estar perdido, “em paz, sozinho”.



Escrito por Amandinha às 01h20
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Ontem fui no Teatro Mágico, foi lindo, poesia, tudo o que a vida devia ser. Aquelas pessoas colocam em palavras o que eu não consigo. Não sou poeta, muito menos jornalista. Sou um ser humano cheio de aflições e nós a serem desatados. E é incrível como dar nome aos sentimentos alivia as coisas...

 

Foi lindo, pensei em muita gente. Me escondi e me mostrei nas músicas que eles cantaram. Aquilo realmente não é um show, é uma experiência. Uns fumam maconha, outros ouvem Teatro Mágico e atingem um nível de clareza muito gostoso.  A clareza passa depois, óbvio. Amanda sem confusão seria estranhíssimo! Mas por um momento estava tudo claro, é bom pra ter um guia.

 

(To escrevendo demais com este negócio de aniversário... huahaua)



Escrito por Amandinha às 01h12
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Aniversário lindo por demais!

Achei que minha passada do dia 28 pro dia 29 deste ano ia ser triste. Não foi, inesperadamente e de verdade. Porque eu achei minha casa, achei minha vida, achei ao que pertencer... Amo tanto isso, que algumas coisas ficam pequenas. Na verdade acho que isso que eu to sentido e muita gratidão. Obrigada por estar ali sempre e me ouvir (contando milhares de vezes a mesma história), obrigado por serem os primeiros a dizer que eu não preciso ser perfeita, obrigada por cada balada, cada abraço de urso, cada quetinho que vocês colocaram no meu coração...

 

Meu aniversário tá quentido, e isso tem uma razão. Vocês viraram minha razão... O importante é o coração quentinho! Amanhã de manhã, o bem-te-vi vai cantar de novo – como ele faz há 19 anos – e eu não vou querer chorar, vou só querer que nada mude, que o mundo pare... e me deixe aproveitar essas pessoas lindas, que eu nem mereço, mas vou aproveitar até o fim...

 

Foi o fim de uma trilogia, e o começo de uma vida...



Escrito por Amandinha às 01h07
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Dilemas de uma patricinha diante da realidade

De novo, uma criança tentou me assaltar em São Paulo. Eu tava de carro, pude sair do lugar, mas minha perna ficou mole. E, de novo, eu fiquei daquele jeito. Fiquei do jeito que as pessoas que eu mais critico são. Isso me deixa brava, mas naquela hora eu quis mudar o mundo...

 

Fiquei horas tentando me convencer que eu não tinha culpa de ter tudo o que eu preciso, e muito mais. Uma vez eu chorei por causa disso, mas é tão idiota e parece tão artificial que eu não quero mais! Ai eu fiquei pensando que queria mudar aquilo, queria igualdade, blá blá blá... Isso mesmo, o “Blá blá blá” que eu critico muito nas pessoas. Parei, pensei, não vou ser dessas que só fala. Vai, Amanda, o que você pode fazer efetivamente, mexa sua bunda gorda!

 

Pensei de tudo, desde ONG´s até ir lá e falar pro menino que eu era repórter e podia tentar ajudar ele (Amanda achando que tem poder...). Mas vocês sabem, a gente vai pensando e a avalanche do dia-a-dia volta. Tenho que pensar no meu umbigo, pra manter ele ali. Dilema egoísta do caramba, pesos na consciência... Eu to tentando, conseguindo até. Mas é foda, como diria meu primo “É foda e ninguém se incomoda”. Eu me incomodo, mas não o suficiente... Me sinto um lixo humano nestas horas, mas um lixo de mãos atadas e sem força (e vontade suficiente) pra se soltar.



Escrito por Amandinha às 01h06
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